Diferenças entre um Testador Real e um Testador Fake

Antes de ler cada ponto, a minha posição de “testador fake” é aquele que pode ter todas as possibilidades de fazer o que está descrito no “testador real”, mas decide por não fazer. Nesta linha de pensamento todo testador no início de carreira é “fake”, ou sem conhecimento, mas o que o diferencia e o torna um testador “real” ou com conhecimento é a capacidade que ele terá de aprender e aplicar os pontos que eu vejo como necessários descritos em cada item.

Claro que existem diversos outros pontos, mas estes são os que eu considero principais para ser um testador real.

 

[dropcap style=”circle”]1[/dropcap]Testador fake: só sabem executar testes, ou seja, recebem um documento de caso de teste e executam. Não procuram conhecer como criar um caso de teste (tome como base que a empresa dá essa liberada).

Testador real: se não sabe criar um caso de teste, procura meios para aprender e aplicar o conhecimento, mesmo que não permitido na empresa (procura fazer em casa ou aplicar em algum projeto de crowdtest/open source).

Dica: uma boa fonte para aprender a como criar casos de teste baseados “de qualquer coisa” é este ótimo post do Camilo Ribeiro “Um modelo para elaboração de cenários e casos de teste

[gap height=”10″] [dropcap style=”circle”]2[/dropcap]Testador fake: não se comunica com ninguém da equipe, apenas fica sentado esperando o documento de casos de teste para executá-lo ou esperando por tarefas, mesmo que já tenha terminado as tarefas que lhe foram dada.

Testador real: comunica com todos os possíveis (e permitidos) níveis a fim de conhecer mais sobre o que ele precisa fazer, sobre o negócio da empresa e sobre outros produtos que ela possa possuir. Não fica esperando atividades: procura aproveitar o tempo livre para se comunicar mais.

Dica: ler o post “Soft Skills for testers: how to improve communication skills” (em en_US) (Competências pessoais para testadores: como melhorar a comunicação). Você pode ler o post traduzido neste link.

[gap height=”10″] [dropcap style=”circle”]3[/dropcap]Testador fake: não procura conhecer sobre o negócio que ele está testando (ex: a empresa trabalha com e-commerce, mas o testador não procura conhecer de maneira geral como funciona um e-commerce).

Testador real: procura, no tempo livre ou no tempo que tiver, a conhecer o negócio da empresa. Nem sempre necessitando de um aprofundamento, mas entende o negócio e qual a utilização da aplicação/software para os usuários.

Dica: nenhum link… neste ponto cabe ao testador “correr atrás” pra aprender 🙂

[gap height=”10″] [dropcap style=”circle”]4[/dropcap]Testador fake: todas as atividades são sempre executadas da mesma forma em diferentes projetos, ou seja, sempre a mesma “receita de bolo”, não importando a diferença do projeto (estrutura, limitações, negócio)

Testador real: todas as atividades e projetos são executadas com base em contextos.

Dica: Dê uma olhada em Context Driven Testing

 

[separator headline=”h6″ title=”De leitores”] [dropcap style=”circle”]5[/dropcap] Testador fake: O testador real está sempre disposto a aprender e experimentar coisas novas (por exemplo automação).

Testador real: O testador fake acredita que testes só manuais e tem “medo” de perder sua função por conta da automação de testes.

Colaborador: Samanta Cicília

[separator headline=”h6″ title=”Nota”]

Se quiser ajudar este post, coloque os pontos que você acredite ser um testador fake, o que seria o testador real e uma dica de leitura sobre algo relacionado.

5 thoughts to “Diferenças entre um Testador Real e um Testador Fake”

  1. Como em qualquer outra profissão, o “ir além” e “extrapolar” é o que nos diferencia e no final também o que mostra quem realmente somos e o quanto realmente nos dedicamos ao que fazemos. É o combustível e é que nos motiva.
    Concordo Elias!

  2. Elias,

    No item 5 precisa trocar os textos do testador real e fake, pois estão ao contrário.

    Nesse último ponto eu me encaixo, já que estou propondo automação de testes utilizando o Selenium, algo que muita gente acomodada nem sonha em fazer, ou por falta de conhecimento ou falta de interesse em melhorar o seu próprio trabalho.

  3. O testador real está sempre disposto a aprender e experimentar coisas novas (por exemplo automação)
    O testador fake acredita que testes só manuais e tem “medo” de perder sua função por conta da automação de testes =)

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